## Inutilidade CulturAL ##
  A Rolha e o saca rolhas


E fez-se o ... PLOF!

Abriram um vinho velho

Para comemorar o dia “D”,

E a rolha se perdeu

Em meio aos pés imundos,

De gente imunda que não muda,

As quais fazem as guerras

E nas guerras hão de morrer.


E a rolha rolou no compasso

Das inúmeras explosões,

Que ainda ecoavam nos escombros,

Nos pedaços dilacerados de carne

Dos objetos humanos aparte,

A vitória é menos que um fato,

É um “Causa Mortis” desenfreado.


Ao fundo vários jornais noticiavam:

“Good Morning America...

Today we put an end to the war!”

Deveriam completar:

“And tomorrow we will make...

Another one, for money.”

(no subentendido, uma gargalhada fatal.)

 

A pobre rolha em silêncio rolava

Em busca do maldito que havia...

tirado sua virgindade.

E de tanto rolar e ser enrolada

Ela desistiu de sua busca

E caiu em mares de terra,

De calor bomba atômica,

E afogou-se boiando


Como as pessoas humanas

Que seguem generais,

Tribunais, minas tamanhas,

Máscaras de aranha,

Homens de ferro,

Ideais perturbadores

De consumo desenfreado,

Ideais realizadores;

Nascer, crescer e massacrar.


Até mais, rolha de vinho...


Rodrigo Barbosa(Molotov)²



Escrito por Rodrigo Barbosa às 23h24
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  Prazer



Esses escritos me carregam

Sinto-me acorrentado a eles,

Como se houvesse algo

Já dito no passado, que me amarre

Pois de fato me amarro

A essa imensa paixão ao escrever

Poesia, eu amo você



Se acordo feito arma de fogo

Eu machuco o papel eletrônico

Com meu teclado virtual

Escrever torna-se algo paralelo

Duas vias que se tocam

No todo finito, o limite do ser .

Poetar, adoro fazer



Quando me vejo cansado

Sem saco, ou com o mesmo cheio

Descarrego o fervor da minha angústia

No papel clichê do caderno novo

Sempre as mesmas linhas

Mas as palavras, nunca são iguais.

Essa magia, me obriga ao prazer.



Escrito por Rodrigo Barbosa às 22h08
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  10.000 A.C.

 


Oba! Serpentina no Egito antigo

Pois claro, há carnaval surreal

O Faraó sacou sua pistóla

E de fato controlou as najas

Ande rapaz, compre logo:

O Nilo em garrafas pet

E sua pirâmide arquitetada

Por monges do Tibet!


Que legal! Rock n' roll mesopotâmico

Essa Gibson Les Paul detonando

Num solo alucinado, extravasando

Os 5 sentidos acordados

Pulando endiabrados pelo

Heavy Metal de Jesus Cristo

Santidade máxima da religião...

Persa!!!


Para de me perturbar professora,

Foi a senhora que recomendou o filme!

The true history was made...

And you can learn it for...

... R$7,00, with student card, in many movies rooms


Rodrigo Barbosa(Molotov)²

 



Escrito por Rodrigo Barbosa às 21h28
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Luneta


Nessa condição de cegueira,

Uso uma luneta para ouvir melhor

O som das águas sujas do mar

Indisponível, porém lindo

Como a chuva que cai

Trazendo a imundice industrial.

“Fugere Urbem”, quem sabe?

Agrotóxicos também ardem,

Nas correntes dos rios que secam

Na corrente sanguínea, que seca.


Será que existe cirurgia

Para esse glaucoma?

Será que existe produto químico

Que cure o câncer nos olhos

De todos... de todos!

Existe doença maior

Do que a do homem?

Jogar no lixo o que come,

Destruir o que bebe,

E amar quem consome.


Rodrigo Barbosa(Molotov)²



Escrito por Rodrigo Barbosa às 21h16
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  Quem escuta?

 

O mundo é um palito de fósforo
E nós riscamos sem pena
As florestas
As pessoas
Os Sentimentos
Os maiores e os pequenos

Que humanos?
Será que eu sou humano?
Já que sou, tenho nojo de mim

O mundo é um atestado de óbito
Pois nós matamos sem pena
As florestas
As pessoas
Os sentimentos
Os maiores e os pequenos

Não mudamos!
Por que será que não mudamos?
Esse humano, tem de ter nojo de si...

 

Rodrigo Barbosa (Molotov)²



Escrito por Rodrigo Barbosa às 10h09
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  Veludo sujo

 


Não me poupe da poupa velha,

Da fruta estragada em bolor verde,

Nem do vermelho gritante do sangue.

Não me poupe de nada,

Conte-me o que se passa.


Não me esconda infernos,

Das piores doenças

Aos seus enfermos remédios.

Não me esconda o shampoo...

...Que mascara a sujeira de ser.


Eu quero o sujo, o limpo

E o lambuzado de cuspe

Eu não tenho nojo,

Contanto que seja!

Mesmo que seja um cilada


Um arranhão no CD virgem,

Uma grande furada,

Um beco sem saída,

Mas que não seja uma mentira repetida,

Uma história mal contada.


Eu quero fonemas berrando,

Não meros escritos,

Nem metade de um sentimento.

Eu não quero de novo,

Eu quero um novo!


Eu quero diferente,

Por mais igual que pareça...

Coisas que sempre podem

Ser medidas em escala numérica

Com precisão nanométrica


A altura imprecisa,

Tantos Y de largura

E os olhos cor de X...

Na imaginação

Leia-se:

  • Aluga-se casa no átrio direito, num coração remendado.

  • *Cuidado: Risco de desabamento.



Escrito por Rodrigo Barbosa às 11h44
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  O que me leva?

O que me leva?
\Pela vida incerta\
 que me leva?
\Pela via incerta\

Os pés, o caminho
O conjunto da obra
As vias públicas
As estradas, BR, AL
A ciclovia, ciclomundi
Os olhos pra observar
E as pegadas pra perseguir
Na semana inerte
Nos feriados criados
Nas segundas-feira álcool
Nos dias de cansaço
O arroz com feijão
A barriga cheia
O animal e a máquina
Os carros burros-de-carga
Meus quase amigos
Meu enredo devagar
Os detalhes piscantes
As pequenas passagens
Meu infinito particular
Meu finito "eu" amostra
Amotra gratís de camarão
Os desatinos e os desafios
Meus amores fulminados
Meu amor próprio atrasado
Meus poemas, minhas crias
Minha arte sem disfarce
Meu eu, você, nós todos
Meu tu, teu eu, nosotros
O não ao ponto final
Os desafetos e os desafinos
Meus desamores ao lado
Meu desamor próprio cansado
Meus poemas, os meus plagios
Minha arte e seus disfarces

Os intervalos comerciais
São as grandes vírgulas
Entre o respirar  ar e o expirar
O dormir ir e o acordar
As paradas pra descançar
É o que me leva
  
      , , , , , ,

Rodrigo Barbosa & Molotov (Associação Mutualística)

 



Escrito por Rodrigo Barbosa às 14h45
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  Não analisa não!

 

Pare de avaliar os novos conceitos

Reaver velhos preceitos

Abandone o bem acabado

Pois o novo e o sem jeito

Podem sempre ser lapidados

 

Molotov e Rodrigo Barbosa ( Assossiação Mutualistica )



Escrito por Rodrigo Barbosa às 21h12
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  Vivo Demais

 

Já de olhos abertos

Me sinto disposto

Voraz, ávido por um hoje

Minhas pernas de bípede

Carregam sem conselho

Esse corpo pesado

Essa mente de pesares


Meus óculos vêem vácuo

Cabeças pensando às escuras

Perdendo o prumo, o fio da meada

Escondem-se em meio termo

Esperando só sossego

No aconchego de estar vivo

E somente living for no thing


Os 5 sentidos já dormentes

Percebem pessoas depressivas

Que vivem à flor da pele

Todos os sentimentos

De viver pelos outros

De trancafiar-se em uma vida

Que não lhes dá vitalidade


E quando dou por mim

Meu coração entre linhas

Meu coração metáfora

Vai se transformando

E passando por cada estágio

Da vida de todos, de poréns

De viés to be, de virás também


Cada qual com seu apego

Cada qual com sua métrica

Seu estilo sem pressa

Cada qual com sua rapidez

Cada qual com sua nudez

Seu estilo burguês


Cada qual do seu jeito

Assim, freguês da vida

Falando de velhas feridas

Caindo em becos sem saídas

Esperando mais uma bebida

E dando meia-volta mais uma vez


Molotov



Escrito por Rodrigo Barbosa às 07h53
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Whisky


Não me empurre bebidas alcoólicas

Minha bebedeira, é ar que respiro

Minha baforada, a dor que expiro


Não entreguem em minhas mãos narcóticos

Nem mesmo amizades sem propósito

No calar da noite, minha viagem sou eu

Rodrigo Barbosa

 

Comédia americana incorporada:

 ---> Com vocês: Rafinha Bastos 

 



Escrito por Rodrigo Barbosa às 02h15
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  de corpo, alma e coletividade


Aos poucos de novo

Me sinto na condição de ovo

Em posição fetal

Me sinto mal, mais que isso, igual


Do sumiço que some eu

Desapareceu mais um personal

Personalidade velha e muda

Que mudou mais uma vez


Maldito meio que me adequa

Bendito aqueles que o refrescam

Com o bom ar de sua graça

Não é hipocrisia é uma ironia


Que da condição ilusão

Ainda exista sofrimento novo

Não experimentado

Pior, muito menos idealizado


Transformação transcendendo

A carne crua, a criança muda

O azul fulminante do céu

E atingindo uma alma tanto minha

Quanto de todos


Rodrigo Barbosa

Piada:

Seu Lunga entrando em uma agropecuária.
-Tem veneno pra rato?
-Tem!, Vai levar? - Pergunta o balconista.
-Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! responde seu Lunga.




Escrito por Rodrigo Barbosa às 19h19
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  Nariz vermelhor

 

O circo foi armado

A lona era um afago

e no meio do espetáculo

alguém estava sorrindo


Alguém observa o circo

Alguém é observado

E a toda regra sem dúvida

Exige observação e exceção


Um ninguém observa o circo

Em seu coração existe leviandade

Cotidiana nas grandes cidades

E do seu bolso uma arma surge


Da arma fez-se a bala

Que abalou nossa nação

Fez sangrar nossos rios

E chorar nosso sertão [e então ]


Todo circo pegou fogo

E o palhaço deu sinal

Alguém gritou: [acudam, acudam

a bandeira nacional ]


Essa bala não era sólida

Esse circo não era diversão

Toda pátria gritou aflita

Quando percebeu a enganação


As lágrimas de suor

Sentiram-se secas quando viram

Todas as verdades parando

E pegando a contra-mão


Molotov



Escrito por Rodrigo Barbosa às 12h30
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Temporal

O passado passeia nas areias tempo

E nós somos os passageiros transitando

Passando por um trem que pode descarrilhar

Por isso sejamos incertos para que o acaso nos desperte

Imprudentes para que as pedras no caminho nos machuquem

Mas não nos esqueçamos

Sejamos corretos com o próximo

Pois um dia haverá temporalidade que pode nos levar

Sangre enquanto existe sangue pra salivar

Mas evite, já que se o sangue pode, ele jorra

Não evitemos certos buracos, eles estão ai para nos ensinar

Não desejemos o inalcançável,o  inatingível, o impossível

O dia de hoje é sempre um dia feliz

Mesmo quando está nublado

O céu está fechado

Prestes à chorar

Observemos o acaso de olhos fechado

Pois um dia haverá temporalidade que pode nos levar

[Temporalidade... ela vem e tenta te afogar

 Lembre-se, te deram braços para nadar. ]

                  Molotov



Escrito por Rodrigo Barbosa às 20h46
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  Abebelou-se

 

Sim, sim, como não?

Tudo se abebelou?

Como assim?

Isso sim, confusão!

Já viram a torre de babel??

Pois é, só deu em bagunça!!

Igualzin um tal país...

 

Datando dia 6

Morre mais um português

De arma bélica ou na berlinda

Morreu ou não morreu?
Como assim é brasileiro?

O presidente?

Ah sim, que contundente ele

Esqueceu-se?

Pois claro, como não?

Sei lá!

Nessa lua lá de Brasília

Nada sem luz se enxerga

Nem um cadáver se examina

Esperam que o jornal anuncie

Uma idéia que os desmerece

Essa gentalha honesta que se merece

Que vive sem vergonha na cara

Esperando o fedor se aglomerar

Para usar aquele verry good velho bom ar !

Cheiro de peido com rosas, delícia!

Mas seu moço, tu soube?

A tal da merda taiou!

Como assim??

Teve um doido que pulou fora

E tem outro que talvez ranancie!

Como assim num é só um presidente???

Ta doido, eu to falando é de senador!!!

Eita gente boa!

 

Rodrigo Barbosa

 

Será que todo brasileiro fala a mesma lingua??

 

Eu sei que pode parecer confuso, mas é “pseudoarteneomodernistacomtemporâneabrasileira”

 

Bem por hoje vou deixando um videozinho divertido pra variar =X hehehehe:

 

Aê povo, deixa o comentário!! Afinal de contas eu escrevo e parece que ninguém lê =~~~, tudo bem que a capacidade é pouca e tal, mas o comentários só fizeram cairrrrrrrrrrrrrrrrr heheheheheh falowz!!!



Escrito por Rodrigo Barbosa às 19h46
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  Retrovisor

 

Somos nós o carro

De argumento armado

Fazemos curvas fechadas

Sem sequer ter as mãos no volante

 

Somos nós o carro

Não nos arrependemos

Batemos de frente

Encaramos e nos machucamos

 

Somos nós o carro

Pero hay sempre o mecânico

Impiedosa fera que cobra barato

Serviço pago, já era o amassado

 

Somos nós o carro

Podemos antever acidentes

Olhando tanto pra dentro quanto pra trás

Repare o reflexo da sua mente

 

Somos nós o carro

Carro que se de fato fosse ser animado

Pediria:

          - Viva a vida retrovisor

 

Rodrigo Barbosa

 

Mais um video legal para assistir.:

       - Com vocês: Cotidiano do Brasileiro; Absurdos

 

 



Escrito por Rodrigo Barbosa às 19h37
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